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Mistério dos três velhinhos

Ilustração: passenaoabTrês velhinhos viviam juntos num casebre localizado na tranquilidade do campo. Os três, coincidentemente, eram professores de língua portuguesa aposentados e viviam corrigindo os tropeços gramaticais uns dos outros (o que sempre resultava em discussões acaloradas). Inclusive, a discussão preferida dos três em dia de chuva era se Capitu era ou não era uma adúltera (pois assim, pensavam eles, o assunto não acabava nunca).

Numa bela noite abafada, sem estrelas no céu, nem mingau de aveia na despensa, um deles morreu. Na manhã seguinte, a polícia chegou para saber o que tinha acontecido. O mais velho dos três (um pleonasmo, eu sei) explicou:

— Olha, seu policial, ele pegou aquele livro de capa preta e começou a ler. Ficou pálido. Suou pacas. O rosto ficou avermelhado, depois amarelo, azul, roxo e estatelou-se… Morreu.

O delegado investigou, investigou, e não encontrou nenhuma pista que desvendasse aquela misteriosa morte. Nada. Levando em consideração a idade do falecido, ele já estava quase convencido de que era só mais um caso de morte morrida quando, uma semana depois, o outro velhinho do trio, não se aguentando de curiosidade, pegou aquele mesmo livro de capa preta e também deu adeus à vida.

A polícia voltou ao local. O sobrevivente (que foi justamente o mais velho deles) contou:

— Seu policial, aconteceu exatamente a mesma coisa que da outra vez. Ele pegou aquele livro preto, abriu-o e começou a ler. De repente ele ficou todo branco. Suou bicas. Ficou verde, amarelo-girassol e, pá!, caiu ali mesmo. Eu bem que avisei o teimoso pra ficar longe desse livro, mas ele não me deu ouvidos – lamentou.

O delegado, impaciente, ordenou ao velhinho sobrevivente:

— Pegue o livro e leia.

– Mas, mas, mas eu? Eu não! Ainda tenho muito pavio pra queimar nessa vida, seu policial.

– Ande, homem, pegue esse livro e leia. Nada de mal te acontecerá. Estamos aqui para te proteger.

Depois de muito relutar, o velhinho sobrevivente seguiu a ordem do delegado. No início folheou o livro trêmulo, mas depois começou a ler com gosto, molhando a ponta do dedo e virando as páginas sofregamente, enquanto os olhos se moviam ávidos pelas palavras ali impressas. De repente, o velhinho empalideceu. Começou a suar frio. O rosto foi tomado por um vermelho sangue. Quando estava quase mudando de cor, o delegado arrancou o livro da mão do coitado. Fizeram-lhe massagem no peito e perguntaram:

— O que tem nesse livro? Anda, me diga, o que tem nesse livro?

— Ah, seu policial, o problema não é ter. É não ter.

— Como assim? – o aflito delegado sacudia o moribundo velhinho.

O velhinho juntou o último suspiro que ainda lhe restava e revelou:

– O livro não tem nenhuma vírgula, nenhum ponto, nenhum travessão, nenhum parêntese, nenhu….

E morreu.

Moral da história: a ausência de pontuação mata mais que pneumonia.

Luiz

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Gotas #1

TELEFONE SEM FIO

Eu sou um bom ouvinte, por isso vou interrompê-lo agora para lhe contar uma história que eu aprendi ao ouvir alguém.

MAL E MAU

O pior mal que o mau pode nos fazer é nos tornar mau igual a ele.

DO DISCERNIMENTO

Discernimento é fortaleza.

AVENIDA

Nessa esquina crucial uma placa sinaliza dois caminhos: o erro permanente e o aprendizado.

FILOSOFIA HIPSTER

Quando sair de moda (ou antes de entrar) eu uso, eu visto, eu calço, eu leio, eu assisto, eu acesso, eu bebo, eu ouço, eu provo, eu sou.

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Arquivado em causo, rabisco

Disputa no formigueiro

Formiga é um bicho que trabalha dia e noite. Não para. Sempre foi e sempre será um exemplo para os preguiçosos. Certo dia, numa cidade grande, no pátio de um colégio, uma colônia de formigas trabalhava sem parar, armazenando alimentos para o inverno. Agora, se você pensa que uma cigarra preguiçosa vai entrar na história está muito enganado. Tudo começou com um pequeno salgadinho de milho, que um aluno deixou cair no chão na hora do recreio. Isso seria absolutamente normal se o tal salgadinho não tivesse caído bem perto da entrada do formigueiro. Como sempre, uma formiga deu o alarme e as outras fizeram uma imensa roda em volta do enorme salgadinho.

– Vamos ter um trabalhão pessoal. – Disse o chefe das formigas.

As formigas operárias começaram a cochichar um cochicho frenético.

– É o seguinte, todas vão puxar esse alimento para o formigueiro. – Ordenou o chefe.

As formigas concordaram com a idéia e o batalhão começou a puxar o gigantesco salgadinho.

– Puxa! Puxa! Puxa! – Diziam as formigas em coro.

Quando o salgado estava na boca do formigueiro, e todos já se encontravam dentro da colônia, o chefe gritou:

– Aqui não dá mais! Não tem espaço para todas ajudarem, só uma formiga pode puxar, quem se candidata?

As formigas operárias começaram a olhar umas para as outras, até que uma voz ecoou na colônia:

– Eu posso!

Todo mundo olhou assustado para todos os lados procurando saber de quem era a voz, e do meio da multidão surgiu uma formiga robusta chamada Chicão. Ele tinha fama de corajoso e desejava ser a formiga mais forte da colônia.

– Eu puxo! – Falou batendo no peito.

– Saia já daí, seu fracote!

Oh! O formigueiro em coro admirou-se.

Era outra formiga. Seu nome era Nestor, e assim como Chicão também queria ser a formiga mais forte da colônia. Não precisa nem ser muito observador para perceber que os dois eram arquirrivais. Eles viviam disputando. Tudo era motivo de disputa. Quem conseguia carregar a folha mais pesada, quem conseguia mais atenção da rainha, quem conseguia atravessar a rua ileso; sempre estes duelos acabavam em empate. O alvoroço tomou conta do formigueiro, afinal, todas sabiam da rivalidade entre as duas formigas, e nada melhor do que uma situação desta para saber de uma vez por todas quem era a formiga mais forte.

– Eu vou primeiro! – Desafiou Chicão.

– Pode ir, assim vou assistir de camarote o seu fracasso e rir da sua cara – Esnobou Nestor.

Chicão fez um pequeno alongamento, juntou as patas no salgado e com todo a sua força puxou, puxou e puxou, e o salgado apenas se mexia para lá e para cá. Continuou entalado na entrada. Não entrou nem um pedaço . Chicão fez mais uma forcinha, mas caiu sentado, cansado do esforço que fizera. Nestor rolou de rir do fracasso do rival e esnobou:

– Agora assista ao espetáculo!

Assim como Chicão, Nestor fez um pequeno aquecimento enquanto as outras formigas apenas observavam num silêncio ansioso.

– Pelo jeito vamos conhecer a formiga mais forte deste formigueiro – arriscou o chefe das operárias.

Nestor, exalando confiança, olhou fixamente para o salgado e começou a puxar. Puxou, puxou, puxou e o salgado apenas se mexeu como na primeira vez, mas não entrou no formigueiro. Muito cansado, Nestor se afastou do salgado cambaleando e as formigas se calaram. Chicão deu o troco e riu muito do seu rival.

– E agora? – Perguntou o chefe.

– Eu posso tentar? – Era uma voz fina.

O chefe olhou para os lados, baixou a cabeça e viu que era apenas uma formiga operária. A colônia riu sem se conter.

– Esse fracote! – Zombavam.

O chefe ficou meio sem jeito, mas acabou a deixando tentar. A pobre formiga, mesmo debaixo de risadas encarou o salgado e começou a puxar. Todos se calaram e começaram a observar o esforço daquela formiga, mas o salgado nem se mexia. Do lado de fora um aluno, de cócoras, assistiu desde o começo aquele salgado se mexer por várias vezes e percebendo que não mexera mais, resolveu ajudar as pobres formigas empurrando o salgado com o dedo indicador no exato momento que a formiguinha puxava com toda a sua força. Resultado: o salgado entrou.

As formigas ficaram tão assustadas que se afastaram. As risadas cederam lugar ao silêncio. Nestor e Chicão ficaram sem palavras e a formiguinha, se recuperando da queda, não acreditava no feito. Todas fizeram uma roda em volta dela, olhando umas para as outras com os olhos arregalados. Assustado, o chefe saiu do meio das formigas e disse:

– Deixa a rainha saber disso! Ela não vai acreditar!

A partir daquele momento os aplausos substituíram o silêncio e a formiga operária virou uma celebridade no formigueiro. Todos queriam um autógrafo. E além de ganhar o título de “mais forte do formigueiro”, ela passou a ter um nome, que era privilégio das formigas maiores, por isso passou a se chamar Hércules. Nestor e Chicão nunca mais brigaram. Conformaram-se com o fracasso. A rainha ficou tão impressionada com o acontecido que promoveu a ex-formiga-operária Hércules. Este acredita até hoje que é forçudo e não faz a menor ideia de que a sua fama foi graças ao dedo indicador de um garoto de dez anos.

Moral da história: tem muita gente por aí que recebe o galardão às custas do esforço alheio.

Manaus, 01 de Agosto de 2006.

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Nostalgia

Aquele homem acordou bem cedo, antes do galo pensar em cantar, como todos os dias. Espreguiçou-se e foi a passos lentos ver se o jornal do dia já estava sobre a mesa do café. Não estava, e começou a reclamar com a mulher. “Não comprei” – ela disse com firmeza. Consciente de que o seu único passatempo matinal estava eliminado, começou a perambular pela casa. Ele Procurou, sem sucesso, um desafio novo numa pilha de palavras cruzadas já feitas. Foi em vão. Revirou as gavetas, viu álbuns antigos, cartas da juventude e medalhas dos tempos que corria.

A mulher fez pouco caso da retrospectiva pessoal do marido e continuou preparando a mesa do café. “Depois eu como alguma coisa!”, avisou antes que ela perguntasse algo. “Tudo bem!”, respondeu imediatamente sua mulher, espargindo café na xícara,  sem se importar em fazer o desjejum sozinha.

O silêncio tomou conta da casa. Só era possível ouvir a cantoria dos sabiás lá fora. Entediado, ele continuou revirando as gavetas e no meio da papelada achou uma fotografia amarelada e admirou-a com saudade. Em seguida percebeu que embaixo daquela foto tinha um chaveiro velho que exibia a propaganda de uma concessionária falida e que carregava uma chave especial. Ele sorriu, segurou firme o chaveiro e foi o mais rápido que podia à janela.

Com o chaveiro nas mãos, ele ficou uns cinco minutos imóvel, admirando uma enorme lona preta cheia de dobras, preenchidas com folhas secas e pedaços de galhos da velha mangueira, e também com pequenas poças d’água das chuvas de verão. Mais do que uma proteção, aquela lona escondia um tesouro pessoal.

Ostentando um sorriso, agora mais largo no rosto, ele atravessou o jardim decidido. Segurou firme aquela lona e aos poucos foi puxando-a com pressa, como uma criança desembrulhando um presente de aniversário. Formou um grande embolorado daquela lona e afastou de si. Finalmente o tesouro estava descoberto. Examinou de todos os ângulos para ver se faltava algum pedaço, se tinha um novo arranhão, uma nova ferrugem. Depois da cuidadosa análise, voltou a sorrir e contemplou aquela preciosidade tão pequena e tão branca que reluzia nos raios solares daquela manhã – aquele fusca 70, sem a lona, se destacava na garagem.

Com os olhos arregalados, o homem não pensou duas vezes, abriu a porta, entrou e tentou ligar o carro, que não deu sinal de vida. Ansioso, o homem tentou, tentou, até que, finalmente, o motor escarrou. Ele fez uma comemoração discreta – tinha muita criança passando naquele momento para ir ao colégio. Mesmo assim não se livrou da chacota. Um grupo de garotos fardados parou em frente ao portão e começaram a soltar uns risinhos abafados. “Isso é um carro? Parece uma imensa lata de tinta sobre quatro rodas”, disse um dos meninos, arrancando gargalhadas dos demais. O homem não deu a mínima. A euforia que sentia era maior que qualquer galhofa.

Rapidamente ele saiu do carro, a garotada assustou-se e correu, mas esganar os zombadores não era o seu objetivo e sim abrir o portão da garagem. Entrou novamente no fusca, acomodou-se naquele banco maltratado pelo tempo, abriu o porta-treco e tirou um velho ray-ban, colocou-o e saiu, com muito barulho, bem devagarzinho.

E lá se foi o homem e o seu fusca pipocando pelas ruas, despertando a curiosidade e admiração do povo. Assustando uma senhora com uma sombrinha debaixo dos braços, que pulou imediatamente na calçada e encarou, desconfiada, o motorista. Outra senhora, com uma sacola de feira, soltou um grito agudo do susto que levou quando o fusca espocou mais uma vez. Uma mãe que levava o seu filho à escola, tratou logo de mudar o menino de mãos e não parou de olhar; o menino deixou escapar um “Olha só mãe!” Bem alto e foi repreendido logo em seguida. Um homem com roupa de atleta passou pelo fusca, deu um tapinha na porta e disse: “vá com calma!”, riu alto e ultrapassou o fusca.

Feirantes gargalhavam, mendigos davam tchauzinho, moleques faziam questão de apostar corrida com o fusca, outros motoristas buzinavam, ora por cumprimento, ora por xingamento, cães latiam em coral e achavam que estavam expulsando o velho fusca dos seus territórios, mas o homem permaneceu inabalável ante as variadas reações alheias e continuou conduzindo aquela máquina que, tranquilamente,devorava as ruelas.

Não demorou muito e o fusca pipocou três vezes seguidas. “Você está cansando, não é? Então é melhor voltar”, sussurrou o homem. Deu tapinhas no volante, cortou caminho e voltou pra casa.

Estacionou com calma na garagem, tirou os óculos e guardou no seu cantinho de sempre. Depois desembolou a lona preta para cobrir outra vez o seu tesouro. “Quem sabe numa próxima vez”, pensou melancólico por não poder fazer aquilo mais vezes. Mesmo assim, desfilou feliz pelo jardim.

A sua mulher, de avental encardido, estava na porta com as mãos na cintura. “Você inventa cada uma! Ô velho arteiro!” – resmungou com um muxoxo. Ele fez que não ouviu. Ficou rodando o chaveiro no dedo e começou a assobiar alto. Assobiava não para abafar as reclamações da mulher, mas para comemorar sua entrada no seleto grupo dos motoristas octogenários da cidade, que tinham virado notícia no jornal da cidade dias atrás.

Luiz

Manaus, 19 de Abril de 2007

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Peixoto e Clarinha

Peixoto gostava de Clarinha, e ela também gostava dele. Conheceram-se na faculdade, na hora do intervalo. Ela cursava Direito, ele Filosofia. Ambos eram aplicados nos estudos. Quem apresentou Clarinha a Peixoto foi uma colega da amiga dele. Tiveram uma longa conversa. Foi amor à segunda vista, pois precisaram conversar mais uma vez para se apaixonarem – a primeira conversa foi apenas acadêmica.

Um namoro intelectual foi iniciado: pouco beijo, muito debate. Concordavam em muitos pontos. E não se incomodavam nem um pouco com isso. Mas, após dois meses de love, tiveram a primeira briguinha. Coisa boba. Para ele. Para ela não. Discordaram num ponto de vista pela primeira vez. Ela se enraiveceu bastante, TPM, sabe. E no ápice da emoção, ela colocou um ponto final na relação. O intelectual-racional Peixoto desesperou-se. Revelou-se, enfim,um louco apaixonado.

Foram três dias de silêncio. Nenhuma mensagem de celular, nenhum e-mail, nenhuma resposta e, ainda por cima, ela tomou chá de sumiço.  Não foi mais às aulas. Foi demais para Peixoto. Não conseguia parar de pensar nela, não conseguia prestar atenção nas aulas, não conseguia elaborar um argumento, não conseguia filosofar. A vida estava insossa.

Peixoto tentou folhear um jornal para distrair-se um pouco. Foi então que viu um anúncio, bem no canto da página. Era um texto corrido, escrito num quadrado de cores frias, que anunciava: “Búzios, vidência, amarração. Separação, vícios, saúde, amor mal resolvido, devolvo a pessoa amada em três dias…” era o que ele mais queria: ter Clarinha de volta. Pegou o celular e começou a digitar os números. Por alguns momentos pensou em desistir; não acreditava naquilo; achava bobagem, charlatanismo, mas o coração falou mais alto. Terminou de digitar os números e aguardou ansiosamente. A cada chamada, o frio na barriga aumentava. Uma voz rouca atendeu. E no momento da fala de Peixoto, outra voz, desta vez doce e suave, trouxe-o de volta à realidade. “Podemos conversar?” Era Clarinha com o sorriso esticado, bem na sua frente. “Alô?!” Gritava, em vão, a voz rouca do outro lado da linha.

Ele desligou o celular e cruzou os braços. Olhou sério para Clarinha, tentando ao máximo disfarçar a alegria, e disse com o sorriso frouxo: “vamos. Sente-se”. O celular tocou. Era a vidente retornando a ligação. Peixoto ignorou a ligação. Preferiu colocar os pingos nos “is” com Clarinha. E mais uma vez, a racionalidade roubava um cliente da vidente.

O casal, enfim, se entendeu, fez as pazes. E Peixoto e Clarinha viveram felizes para… Por algum tempo.

Maio de 2008

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O elefante e as formigas – uma piadinha de sarjeta

Era uma vez um formigueiro, que queria se vingar de um elefante muito do seu mal educado porque ele tinha o péssimo costume de pisar de propósito na entrada da colônia e soterrar as pobres formigas, que levavam dias para reparar o estrago. Certo dia, elas bolaram um plano maligno: assassinar o elefante. O plano era o seguinte: toda a colônia subiria no pé de caju que tinha ali perto e ficaria de mutuca nas folhas. Quando o dito cujo passasse, todas, ao mesmo tempo, se lançariam em cima do elefante para mordê-lo sem dó e, assim, fazê-lo sangrar até morrer. Na tarde seguinte, quando o paquiderme passou, todas se jogaram no pescoço dele. O elefante irritou-se e sacudiu-se com violência, espalhando as formigas pelo chão da floresta. Só uma franzina operária ficou pendurada por um fio no pescoço do grandão. Apesar da desvantagem numérica e de massa, as outras formigas incentivaram-na gritando a plenos pulmões: “Enforca! Enforca! Enforca!”.

Moral da história:  no fundo, no fundo, tudo é uma questão de perspectiva.

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