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Diário Portenho #3: A cidade e as memórias nos passos do tango

Buenos Aires parou para a Marcha dos 41 anos do Golpe Militar na Argentina. A Avenida 9 de Julho foi tomada por bandeiras, artes, discursos (Foto: Luiz G. Melo)

O protesto na Argentina é um espetáculo. Quase uma atração turística à parte. Seja pelo vigor com a qual eles reclamam pelos seus direitos (o que não deixa de ser admirável) ou pela confusão que sempre se arma entre os próprios manifestantes. A paixão com que os portenhos discutem, como discutem e a quantidade de polêmicas que surgem das questões mais sérias, ou das mais casuais, é realmente intrigante. Aqui, futebol, religião e política se discute, sim, em qualquer lugar e a qualquer hora.

Tive a sorte de testemunhar pelo menos duas grandes manifestações em Buenos Aires. Uma delas foi encabeçada por professores que cobravam por uma educação de qualidade e uma maior valorização do ensino artístico nas escolas (nessa tinha até um simpático grupo de crianças marchando e tocando flauta doce, enquanto adultos carregavam cartazes).

A mais suntuosa delas, no entanto, foi no dia 24 de março (feriado local), aniversário de 41 anos do Golpe Militar – o Día Nacional de la Memoria por la Verdad y la Justicia. A cidade, literalmente, parou. A Avenida 9 de Julho foi completamente tomada por uma multidão empunhando cartazes, bandeiras, sem contar a infinidade de discursos estridentes ao microfone e as mais variadas intervenções artísticas.

Organizações de defesa dos direitos humanos, associações civis, partidos políticos e sindicatos realizaram cerimônias para recordar os 30 mil civis assassinados pela (considerada) ditadura mais sanguinária da América do Sul, e exigir que a Justiça acelere os processos contra os autores de crimes contra a humanidade.

Caminhando um pouco, acabei assistindo à apresentação de um imenso grupo de percussão à Olodum. Um toque bem brasileiro em pleno feriado argentino. Assista um trecho:

Em cada esquina, para matar a fome da multidão, havia uma barraquinha de choripán (nada mais do que a mistura das palavras chorizo, linguiça, com pán, pão, um sanduíche bem tradicional na Argentina). O cheiro era inebriante, e devorar um debaixo do sol escaldante de fim de verão é quase um pecado gastronômico.

Buenos Aires respira tango por todos os poros – esquinas, praças, bares. Impossível não ter contato. ARTE: Jair Loaiza Duque (Mercedes Giachetti Galería de Arte – San Telmo)

Como um bom feriado argentino, não só as ruas, mas também os restaurantes, bares e cafés estavam completamente lotados. Consegui almoçar em um simpático restaurante no centro com certa tranquilidade. Quer dizer, nem tanto, pois nas mesas ao meu redor as pessoas assistiam à cobertura da marcha enquanto comentavam energicamente os problemas do país.

Apurei os ouvidos pra tentar pescar alguns comentários da mesa ao lado, onde um senhor de barba grisalha, com um certo ar aristocrático, conversava com um jovem a respeito das polêmicas medidas de austeridade do presidente Maurício Macri. Um assunto que, para um típico argentino, rende café, almoço e jantar.

Não por acaso, pois Macri, durante a campanha eleitoral, pregava a retomada da economia e o crescimento de 1% em 2016, mas teve de se contentar com a queda de 1%. Enquanto isso, entre as mudanças radicais que ele promoveu, estão a abrupta desvalorização do peso argentino e os cortes nos subsídios implantados durante os governos de Néstor e Cristina Kirchner.

Ou seja, promoveu um verdadeiro tarifaço: aumento nas contas do gás, de energia e de água. O combustível também aumentou; e nem o preço do transporte público (um dos mais baratos do continente) escapou do reajuste. Fatores que contribuíram, e muito, para a queda da popularidade de Macri nos últimos meses.

O resultado até agora são as mais variadas categorias de trabalhadores ameaçando e concretizando greves por todo o país, e o argentino médio fazendo malabarismos nos supermercados – como bons dançarinos de tango com seus hipnotizantes movimentos de pernas.

Nem os turistas escapam da inflação. A Buenos Aires atrativa aos bolsos brasileiros ficou para trás – mesmo com o real ainda valorizado. Colocando na ponta do lápis, a maioria dos itens de vestuário, calçados e perfumes, por exemplo, saem o mesmo preço e, às vezes, até mais caro que no Brasil.

Nada de sacolões, portanto, mas, com um bom planejamento (incluindo estar antenado quanto às atrações gratuitas na cidade, que são muitas) dá pra usufruir e muito desse pedaço charmoso da América do Sul, e levar de lá algo que dinheiro nenhum nesse mundo pode comprar: memórias.

Afinal de contas, somos habitados por memórias. E de memórias Buenos Aires entende muito bem. Memórias de uma Evita Perón, que repousa no cemitério da Recoleta, ironicamente cercada por uma aristocracia que a detestava, e, vejam só, ainda hoje vive no imaginário coletivo argentino. Memórias imortalizadas em tangos carregados de pasión. Memórias que ficam e ninguém pode arrancar. Memória de quem sai da Argentina já sentindo saudade de uma terra estrangeira.

Em um dos parques do aristocrático bairro da Recoleta: Te extraño, Argentina! (Foto: Jorge Santos)

Luiz

Buenos Aires/ Março de 2017

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Diário Portenho #2: Dormir cedo em Buenos Aires é um pecado capital

”Boliche” no badalado bairro de Palermo. A regra é clara: a festa só termina quando os primeiros raios solares dão as caras (foto: divulgação)

Buenos Aires não dorme, sofre de uma insônia febril. O relógio bate meia-noite, e enquanto na maioria das cidades brasileiras, muitos já estão refugiados em seus lares (em parte por causa da violência urbana), na capital portenha é a hora que as pessoas saem de casa para jantar, reunir e beber com os amigos, jogar conversa fora. E não me refiro somente aos jovens e adultos solteiros. Famílias inteiras (sim, papais, mamães e crianças), senhoras e senhores (vestidos com elegância) passeiam tranquilamente, e quando são casais, de mãos bem dadas, como eternos namorados. A noite portenha é pra quem ama.

É quase uma unanimidade a opinião de que a noite argentina é uma das mais divertidas e completas de toda a América do Sul. Nela podemos encontrar muitos bares onde, todos os dias, diversas bandas se apresentam. Há ainda numerosas danceterias supermodernas, com música eletrônica e DJs locais e internacionais, sem contar as opções típicas abrangendo a arte nacional, o tango e o folclore da região.

Resumindo: Tem diversão pra todos os gostos e bolsos.

Foi numa dessas andanças noturnas que eu conheci dois simpáticos jovens, Juan* e Pablo*. Dois gays assumidos, bem resolvidos e no alto de seus 22 e 24 anos, respectivamente, independentes financeiramente. Juan me convidou para ir em seu pequeno e confortável apartamento no chique bairro da Recoleta. Recebeu-me com uma taça de vinho e um caloroso abraço. Enquanto ele se arrumava (e muito) para a noitada, Pablo selecionava no notebook uma playlist com o melhor do reggaeton, os hits que sacodem os boliches portenhos (como as baladas são chamadas na Argentina).

Aproveito o clima de descontração para perguntar a Juan sobre como é ser gay em Buenos Aires. ”Aqui as pessoas são respeitosas”, disse. ”Há discriminação, claro, como em todo lugar do mundo; um olhar torto aqui e acolá, mas ninguém agride ninguém por ser quem é”, Pablo complementa.

Ele aproveita o gancho pra me perguntar se o assassinato da travesti Dandara dos Santos, em Fortaleza, é um boato de internet. Respondo que não, é pura verdade. Houve um silêncio congelante na sala. Nem consigo descrever a expressão de assombro que estampou o rosto dos dois. ”Que triste”, Juan comenta com certo esforço, antes de tomar um gole de vinho. ”E o coração?”, pergunto a Juan, pra tentar amenizar o clima. ”Ah, sou muito jovem pra sofrer por amor”, ele responde com uma gargalhada.

Confesso: senti uma profunda vergonha de ter que dizer a eles que a violência contra LGBTs no Brasil ainda é uma realidade cotidiana. Até porque não há guetos na Argentina, tipo um bairro, uma rua ou um point. As pessoas da comunidade LGBT estão por toda a cidade.

Segundo Pablo De Luca, presidente da Câmara de Comercio Gay Lésbica da Argentina, em uma entrevista à CNN em espanhol, entre as vantagens da cidade está o fato de que lá não se fala mais de “tolerância”. “A tolerância implica em uma situação em que alguém está acima do outro. E aqui estamos falando de pessoas que são iguais. É uma sociedade muito respeitosa e isso é perceptível”, disse.

Eu e o imponente Obelisco, cravado no coração de uma das maiores avenidas do mundo, a Nove de Julho, numa meia noite qualquer: o vai e vem de gente não para (foto: acervo pessoal)

Pude comprovar o que ele disse com os meus próprios olhos. Embora os portenhos sejam mais reservados em demonstrar afeto em público, testemunhei duas garotas andando abraçadas, despreocupadas, em um shopping da Recoleta. E na sempre movimentada Avenida Nove de Julho também cheguei a ver dois jovens rapazes andando de mãos dadas, à noite. Aproveitei pra observar a reação das pessoas que passavam por eles. Resultado: Nenhum olhar contrariado, nenhum cochicho, nada. Os transeuntes seguiram os seus caminhos sem se importar com a cena. Se tinha alguém espantado com aquela harmonia toda esse alguém era eu.

Enquanto no Brasil ainda não saímos do ”bê-á-bá” em discussões que envolvem direitos das minorias sexuais, a Argentina é um país que reconhece amplamente os direitos dos LGBTs. Entre as leis aprovadas estão o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, em 2010; a adoção de bebês por casais do mesmo sexo; a mudança de gênero em documentos de identidade, entre outras conquistas.

Enfim, o relógio já marcava quase duas horas da manhã, o que significava que a noite iria ”começar”. Juan e Pablo terminam, finalmente, de se arrumar: os cabelos impecavelmente armados, calça skinny com rasgos milimétricos, maquiagem discreta e um perfume doce no ar. E seguimos à avenida principal para tomar um táxi (com praticamente um policial em cada esquina, é uma caminhada bem segura).

O ”boliche” para qual fomos é situado no jovial bairro de Palermo, onde, eles me dizem, a bebida é liberada e turistas brasileiros ganham um generoso desconto. Nada mal.

A noite é longa, colorida, dançante. Na balada, héteros e gays, juntos, se esbaldam ao som do reggaeton, do pop, da salsa e até mesmo do funk carioca. Lá pelas tantas, um argentino me aborda: ”és brasileiro?”. Diante de minha afirmativa, ele me diz, com uma reverência, ”vocês, brasileiros, são lindos!”, e se afasta de mim erguendo uma taça de chandon. Retribuo a gentileza.

Todos dançam até o amanhecer. A regra é cumprida à risca.

*Nomes fictícios para preservar a identidade dos entrevistados.

Grafite em San Martín, cidade situada na área metropolitana de Buenos Aires: respeito pelas diferenças é um assunto que se encontra em outro patamar na Argentina (Foto: Jorge Santos)

Luiz

Buenos Aires/ Março de 2017

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Diário Portenho #1: Onde há fumaça… há um cigarro em chamas

Fachada de um túmulo no cemitério da Recoleta: Os argentinos até se esforçam pra levar uma vida saudável, mas alguns vícios permanecem intactos, entre eles o cigarro (Foto: Jorge Santos)

Assim como em algumas cidades brasileiras, Buenos Aires, pelo menos em tese, não era pra ser exatamente uma cidade “amiga do cigarro”. Isto é, pelo menos no papel está proibido fumar em hospitais, escolas e em áreas fechadas como cinemas, teatros, bancos, restaurantes, boates, bares e em espaços onde há aglomeração de gente.

A lei está vigente desde 2012, mas (como é comum no Brasil) não há controle e é deveras comum ver os portenhos fumando em qualquer lugar. E quando digo qualquer lugar é qualquer lugar mesmo – por exemplo, você para no semáforo de uma movimentada avenida atrás de uma senhorinha muito elegante e, de repente, eclode por cima dela uma inebriante nuvem de fumaça que envolve quase todos os transeuntes que estão por perto (isto quando outro cidadão não resolve contribuir com o tamanho da fumaça). Os não-fumantes nem tampam mais o nariz de tão comum que é cenas como essa.

Ao receber um parente ou amigo estrangeiro, é normal que um argentino organize um ‘asado’ (churrasco) para agradar o visitante (foto: Jorge Santos)

O fato é que os argentinos são excepcionalmente tolerantes com o cigarro. Acostumados a reclamar (verbo que está no sangue dos hermanos), o cigarro não parece fazer parte da imensurável lista de queixas argentinas. É muito comum ver fumantes soltando baforadas nas filas dos ônibus ou andando pelas calçadas do centro, despreocupados e sem receber qualquer olhar de censura. As restrições aos fumantes, assim, é solenemente ignorada por todos.

Aliás, engraçado as noções de argentinos e brasileiros acerca do que faz ou não faz mal.

Enquanto os brasileiros consomem sal à vontade (excessivamente, eu diria) sem a interferência de ninguém, em 2011 os restaurantes de Buenos Aires se comprometeram com o Ministério da Saúde local a retirar os saleiros de suas mesas como uma forma de desestimular o consumo e combater os altos índices de hipertensão arterial no país.

No entanto, as famosas carnes argentinas, por exemplo, não seriam nada sem os cortes que deixam a gordura derreter dentro delas. É impossível separá-la, como em uma picanha. Até porque o churrasco sai da vaca direto para a “parrilla” (um purismo à argentina). Para eles, é praticamente um sacrilégio temperar uma carne de boa qualidade com sal grosso ou assá-la demais, como fazem os brasileiros. A noção de bem passado pra eles é o mal passado pra nós. O que não deixa de ser, a meu ver, um choque cultural delicioso, dessas experiências gastronômicas obrigatórias para quem passa por lá.

Voltando ao fumo, vamos falar de um outro cigarro…

O de maconha (ou a marijuana, como chamam), talvez um item tão fácil de achar quanto um sorvete de dulce de leche, uma das especialidades argentinas. Não à toa, já que o país tem uma política amigável sobre o assunto. Ou seja, jovens e adultos usam de forma recreativa em suas privacidades sem serem incomodados por ninguém.

E, pelo menos aparentemente, a questão do uso pessoal da cannabis não parece despertar um debate tão acalorado como acontece no Brasil. Fuma quem quer e ninguém tem nada a ver com isso, num pragmatismo portenho que se estende a outras pautas comportamentais (explano mais no próximo texto). Contudo, embora seja comum ver pessoas fumando nas ruas e nos parques, não se engane: por lei, continua sendo ilegal comprar, vender, plantar e fumar em locais públicos.

Pelo menos, por aqui, o debate avançou e se desenrolou em 2009. Naquele ano, a Suprema Corte Argentina descriminalizou o uso de maconha em pequenas quantidades, em situação sem ostentação, comércio ou risco para terceiros, abrindo caminho para uma mudança na política de combate às drogas no país a fim de centrar o foco nos traficantes e não nos usuários, e, dessa forma, diminuir os gastos estatais com milhares de casos menores.

A alta corte julgou inconstitucional abrir processos em casos envolvendo o consumo privado da substância ancorada na proteção da intimidade e da autonomia pessoal (previsto no artigo 19 da Constituição). “Todo adulto é livre para tomar decisões sobre o estilo de vida sem a intervenção do Estado”, dizia o documento judicial.

Óbvio que como, dentro de uma democracia, é mais fácil achar vida em outro planeta que consenso sobre um determinado assunto, a decisão gerou críticas e protestos calorosos de familiares de usuários de drogas e nichos conservadores, como autoridades ligadas à Igreja Católica – um setor que desde o fim da Ditadura Militar não tem tanto prestígio assim no país. Contudo, mesmo com os esperados protestos, a decisão da corte foi facilmente tragada (sem trocadilho) pela cultura local.

No final das contas, assim caminha a sociedade argentina: cada um na sua – com ou sem cigarro entre os dedos.

Calçadão de bares e restaurantes no badalado bairro de Palermo: nenhum saleiro à vista (Foto: Jorge Santos)

Luiz

Buenos Aires/Março de 2017

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O “e se…” que alimenta o “Ser” futebol

Arte: Zero Hora (Porto Alegre)

O futebol não vive só de paixão, da emoção à flor da pele, dos lances polêmicos, das viradas espetaculares, das jogadas de encher os olhos. O futebol vive do “e se…” que, talvez, mais do que os erros de arbitragem, alimenta as conversas nessas mesas redondas que se formam em cada esquina, de norte a sul do Brasil, no dia seguinte às partidas.

Um dos “e se…” que alimentará conversas calorosas por anos a fio, acompanhadas de olhares distantes, será a final que não aconteceu entre Brasil e Argentina na Copa do Mundo de 2014 – aliás, algo tão lamentado quanto aquele 7 a 1 (bate sete vezes na madeira) que a Alemanha aplicou em nossa seleção canarinho naquele fatídico 8 de julho.

Contaremos resignados aos nossos possíveis netos que, naquela Copa de 2014, o Brasil não só foi massacrado na semifinal como desperdiçou a chance de jogar a final do século. Diremos isso, talvez, sempre com um aperto no peito ou com aquele nó na garganta de quem se segura para não transformar frustração em lágrimas.

– Vô, conte-me mais sobre a Copa do Mundo disputada no Brasil em 2014? – perguntará seu neto (o mesmo questionamento que gerações anteriores fizeram aos seus avós sobre aquela, agora, não tão trágica Copa de 1950).

Depois de contar sobre as partidas, a empolgação da torcida, a invasão de gringos em Manaus, os estádios superfaturados, aquele meio de campo desastroso da nossa seleção, os nervos frouxos do capitão brasileiro na hora dos pênaltis contra o Chile, não sem antes lembrar aquela bola na trave do atacante chileno Mauricio Pinilla nos instantes finais da partida, que por um triz nos livraria de uma futura humilhação homérica etc., etc., etc. você dirá, finalmente, entre um pigarro e outro: “Brasil e Argentina numa Copa disputada em casa seria a final de todos os tempos… (cof! cof!) seria”.

Ganhar uma Copa do Mundo em cima da Argentina em casa seria o Olimpo para o torcedor brasileiro. O contrário… Nem todos os dramaturgos gregos juntos conceberiam a tragédia.

O desfecho e os desdobramentos dessa tão desejada final nunca saberemos. Ficará restrito ao “e se…” que virá à tona sempre que um grupo se reunir para recordar aquela Copa de 2014 – o que nos lembra que o futebol é mais do que um esporte disputado em quatro linhas, é um “Ser” traquina que aprecia as impossibilidades.

Luiz

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