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Aos irmãos chechenos

Há muitos anos atrás fiquei sensibilizado ao tomar conhecimento (por meio da ong Missão Portas Abertas) da perseguição sofrida por cristãos, em pleno século XXI, em países em que são minoria – na seção ”cartas do campo”, aqui do blog, há vários relatos. Perseguição leia-se torturas, assassinatos, prisões arbitrárias, expulsões de casa, cidadania mutilada etc. Causa principal: o fundamentalismo da religião majoritária do país. E é justamente esse mesmo fundamentalismo que vem respaldando atrocidades cometidas contra gays na Chechênia, uma das 22 repúblicas que integram a Rússia, país menor que o Estado de Sergipe.

Trata-se de mais um caso em que religião é usada para fins políticos malignos, como explana bem essa matéria da SuperInteressante sobre o assunto (vale a leitura). Friso, não é uma questão de ”demonização” da religião A ou B. A praga que deve ser combatida com veemência é o fundamentalismo religioso, que encurta o caminho entre o discurso e a ação de ódio; que embasa atrocidades com o próximo-diferente-de-mim; que usa Deus como costa larga para as mais variadas canalhices.

Desde que o caso veio à tona com ares de boato de internet, grupos tem se mobilizado para denunciar os crimes na Chechênia. Assinei a petição do Avaaz. ”Ah, é só uma petição on-line”, talvez alguém pense. Bem, a gente luta com as armas que tem. É melhor que a apatia.

Se um dia eu me sensibilizei com o sofrimento de irmãos da fé que moram a quilômetros de distância de mim, por que não me sensibilizaria com o sofrimento dos meus irmãos chechenos? Questão de coerência.

O endereço da petição está AQUI. Não custa nada.

Em alguns países houve protesto contra os campos de concentração na Chechênia. No detalhe, jovem carrega cartaz em frente à Embaixada Russa em Lisboa. Foto: Joana Santos.

Luiz

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Pedras em forma de bits

Existem basicamente dois tipos de discursos de ódio que circulam nas redes sociais: um se esconde atrás da religião e o outro é ódio pelo ódio escancarado mesmo. Evidente que um não é menos pior nem mais tolerável que o outro. Os dois são igualmente abomináveis, e ambos devem ser combatidos seriamente.

Sobre o primeiro caso (destacando o modus operandi dos religiosos fundamentalistas), usar passagens bíblicas pra colocar os outros no inferno é prática comum (as pessoas homoafetivas costumam ser os alvos prediletos destas sentenças pretensiosas). Agora, admitir que estamos todos danados, condenados, ferrados, é outra história. Até porque TODOS PECARAM E CARECEM DA GRAÇA DE DEUS (está bem ”desenhado” lá na carta do apóstolo Paulo aos Romanos capítulo 3, verso 23).

Todos, no caso, é todos, meu amigo; ninguém tem entrada vip no céu apenas por ser um heterossexual monogâmico, ou porque dá a oferta (ou dízimo) todo fim do mês, ou porque bate o ponto todo fim de semana em um templo religioso, ou porque segue à risca uma determinada doutrina.

A ignorância parte da falta de conhecimento de muitos que justificam seus preconceitos em “passagens bíblicas” passadas de pai para filho em forma de dogmas, de modo que só uma leitura mais minuciosa destes mesmos trechos já é visto como algo pecaminoso. Ou seja, muitos desses versículos repetidos à exaustão por aí nos fóruns mais malcheirosos das redes sociais sequer passam por uma interpretação séria, contextualizada e honesta.

Enfim, num mundo onde tudo está fora do lugar, o que é certo (lê-se amar ao próximo sem precedentes) escandaliza e o que é errado (lê-se apedrejar quem é diferente de mim) se torna o correto. Desse modo, o “Ame o próximo como a si mesmo”, dito por Jesus de forma tão cristalina e direta, é capaz de fazer com que um religioso fundamentalista sinta a necessidade de justificar o porquê de “amar” o outro: “amo, mas…” , e dá-lhe procurar a fimose do mosquito! E sustentam com uma convicção visceral esse discurso hipócrita revestido de piedade tanto no âmbito virtual quanto na vida real. Dá sono.

O que muitos cristãos religiosos ainda não conseguiram entender é que, à luz das próprias escrituras sagradas, todos nós, na condição de pecadores, merecemos herdar o inferno, isso sim! Não fosse, é claro, a Graça de Deus, que está ao alcance de todo mundo; e somente a Graça – esse favor divino imerecido que muitos andam achando (pelo que escrevem nas redes sociais) mais merecedores que outros.

Precisamos mais do que nunca nos opor a estas interpretações equivocadas da Bíblia, que é um livro maravilhoso, desde que lido levando em conta quando e em que contexto histórico foi escrito. Ou: desde que seja lida sobre a ótica de JESUS (que deveria ser a chave interpretativa dos cristãos), o mesmo que acolheu publicanos, prostitutas e pecadores, escandalizou e desafiou o fundamentalismo religioso do seu tempo e foi perseguido e morto por esse mesmo fundamentalismo.

Penso que religião nenhuma pode ser usada como pretexto para desmerecer o outro e para sustentar discriminações, descumprindo, desse modo, o único mandamento: AMAR AO PRÓXIMO.

Assim sendo, é bom e preserva a alma da mediocridade existencial termos mais humildade e compaixão com as relatividades do próximo.

Luiz

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Arquivado em mesa redonda

Pensar não é pecado

DivulgaçãoO livro do blogueiro, missionário e pastor Marcos Botelho, “Vida Cristã Fora da Caixa” (Ultimato, 2013, 152 páginas), é mais do que recomendado para esse jovem cristão de hoje – que tende a ser mais politizado, a rejeitar fórmulas enlatadas e a religiosidade baseada em meros protocolos, a ter uma visão crítica de tudo o que se passa ao seu redor e que, principalmente, raciocina dentro dos parâmetros das escrituras sagradas, sem tirar Deus do centro.

Em textos curtos, diretos e “provocativos”, Botelho aborda diversos assuntos (vocação, sexo, política, namoro, arte, igreja, entre outros) que podem ser pontos de partida para pregações ou até mesma para animadas conversas com os amigos na pizzaria depois do culto.

Concordando ou não com alguns posicionamentos do autor, o fato é que o livro acaba sendo um bem-vindo convite à reflexão e, consequentemente, a agir diferente. Até porque sair da “zona de conforto”, ou melhor, da caixa pode não ser fácil, mas abre um vasto horizonte diante de nós. Afinal, como bem diz Botelho, o sal só salga fora do saleiro.

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É hora de reconstruir

Cairo, outubro de 2013

Querido irmão em Cristo, a paz!

É provável que você ainda não me conheça. Chamo-me Samir, sou um cristão egípcio. Sou coordenador-voluntário de viagens (da ONG Portas Abertas) aqui do Egito, além de trabalhar como comunicador e correspondente internacional.

Minha sensação ao lhe escrever é como se eu tivesse acabado de passar por uma tempestade de areia. Aqui no Egito, nos meses mais quentes do ano, a variação de temperatura no deserto cria ventos de até 100km/h, que levantam nuvens de areia. Quando esses ventos atingem cidades como o Cairo, deixam o céu vermelho; e às vezes são tão fortes que é preciso se abrigar. Quando a tempestade passa, nunca sabemos o que vamos encontrar sob as pilhas de lixo que se formam nas ruas.

Creio que você sabe que o Egito tem vivido uma série de tempestades políticas e sociais nos últimos dois anos. Depois de 30 anos vivendo sob uma espécie de ditadura, os ventos dos primeiros protestos trouxeram boas expectativas. Elegeu-se um novo presidente, Mohamed Morsi, e nos enchemos de esperança de viver tempos de paz e liberdade.

Entulho e cinzas marcam o caminho da igreja egípcia: jovens se reúnem para orar em uma das igrejas destruídas na região de Mynia.

No entanto, logo sopraram ventos mais fortes de incerteza e medo. O governo se mostrava inclinado a fazer do islamismo a base da Constituição do país, como acontece no Irã. Uma nova tempestade de protestos se formou, e ela culminou na queda do presidente em 3 de julho deste ano.

Muitos extremistas islâmicos, que apoiam Morsi e seu partido, ficaram extremamente insatisfeitos com sua saída do governo. Por isso, encabeçaram uma série de manifestações que pipocaram em todo o Egito, levando a muitos conflitos com a polícia e o exército.

O céu escureceu mais uma vez. De que lado viria a tempestade.

Ventos de destruição

Esses dias de agosto foram os mais difíceis que já presenciei no Egito.

Partidários de Morsi, munidos com todos os tipos de armas – de metralhadoras a bombas – atacaram e destruíram igrejas, lojas e casas de cristãos. A violência foi não só uma forma de mostrar o domínio do islamismo sobre o país, mas também de punir os cristãos que se levantaram contra o ex-presidente e seu regime. Os conflitos foram tão severos que metade das províncias do país impôs o toque de recolher, que ainda está em vigor na maior parte do Egito.

O dia 14 de agosto foi o mais triste de todos. Lembro que telefonei para um amigo que vive no sul do país, onde existe uma grande concentração de extremistas islâmicos. Ele me contou que, em algumas vilas, os extremistas proibiram as mulheres cristãs de sair às ruas. Se eles encontrassem alguma, iriam matá-la. Em uma empresa, as funcionárias muçulmanas trouxeram véus para cobrir suas colegas cristãs a fim de levá-las para casa em segurança.

Algumas ações foram apenas para intimidar. Em 30 de agosto, dois mil manifestantes islâmicos percorreram as ruas de Delga, uma vila no sul do país. Eles estavam montados em cavalos ou burros, conduzindo cães ferozes para afugentar os transeuntes. Alguns traziam espadas nas mãos. Não houve conflitos, mas os 20 mil cristãos da cidade (dentro de uma população de 120 mil) certamente sentiram-se ameaçados.

O resultado dessa campanha de ódio foi extenso: 73 igrejas e monastérios, além de 22 anexos das igrejas (como orfanatos, seminários, livrarias) sofreram destruição total ou parcial. Além disso, 212 propriedades particulares de cristãos, como casas, lojas, hotéis, foram incendiadas. Sete irmãos foram mortos.

Ventos de esperança

No momento em que lhe escrevo, o pior já passou. Já podemos sair às ruas para avaliar os estragos desta última tempestade.

Varrendo as cinzas das igrejas, e reabrindo as portas dos comércios, os cristãos egípcios sabem que agora é hora de reconstruir.

Igrejas precisam de novo teto, novas paredes e novos bancos. Casas precisam de outras portas, janelas e mobília. Vidas precisam de consolo e esperança.

Mas será que nós, cristãos egípcios, teremos energia para fazer  isso tudo em amor? Conseguiremos perdoar nossos inimigos? Como ministraremos àqueles que sofreram tamanha perda?

As perguntas são desafiadoras. Entretanto, nos alegra saber que não precisaremos respondê-las sozinhos. Podemos contar com a direção de Deus e um milagre divino para nos manter no caminho certo. (…) Com sua oração, você pode nos ajudar a encontrar a vontade de Deus para o nosso país (…).

Miriam, uma cristã de Minya, uma das regiões mais afetadas pela violência, comentou: “Se Deus quiser, vamos reconstruir a nossa igreja, e será melhor que antes”. Algumas congregações realizaram os cultos em seus templos, apesar do chão coberto de cinzas. Na ausência de bancos – já que todos foram queimados ou roubados durante a onda de violência -, donos de cafés e restaurantes da vizinhança emprestaram cadeiras aos cristãos.

Vento do Espírito

“O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito” (João 3:8).

Tenho fé de que o próximo vento a soprar sobre o Egito será mais forte que os anteriores. Mas ele não trará areia nem sujeira, não deixará o céu avermelhado. Pelo contrário, irá limpar o país para a grande obra que Deus está e continuará fazendo. Este vento do amor de Deus, que reunirá irmãos de todo o país e de todo o mundo para ministrar ao Egito palavras de cura e esperança.

“Bendito seja o Egito, meu povo” (Isaías 19:25).

No amor de Jesus,

Samir, colaborador da Portas Abertas Internacional no Egito

A Igreja no Egito passou por dias difíceis. Os números divulgados pela Ong Portas Abertas nos mostra o resultado da onda de violência contra os cristãos.

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Arquivado em cartas do campo

Uma retrospectiva – fatos, abre aspas e pios

O ano acabou e aquele clima de “marcas do que se foi, sonhos que vamos ter” está no ar. Enternecimento. É sempre assim, dizem alguns, um emaranhado de clichês. E é. Mas aproveitar o momento para organizar as ideias e fazer um balanço do que passou faz bem. Separo alguns fatos marcantes que passaram por mim esse ano. Não dá pra colocar tudo (de qualquer forma, não faltarão retrospectivas jornalísticas por aí). Coloco apenas o que ficou na minha mão. Alguns são factuais; outros atemporais. Uns são pessoais; outros nem tanto. Escrever uma retrospectiva dá trabalho, então, aproveite bem.

Factos (só alguns)

# Juan Díaz Bordenave, autor do excelente “O Que É Comunicação” (Brasiliense), morreu em novembro, aos 86 anos. Seu livro introdutório é leitura obrigatória para todos os estudantes de Comunicação. Ganhei um exemplar de presente há alguns anos atrás, com uma dedicatória especial da jornalista (“moranguinho”) Annyelle Bezerra.

# E a Fifa apresentou o slogan da Copa do Mundo de 2014: “Juntos num só ritmo”. Não sendo o “samba do crioulo doido”… Estamos juntos, de fato.

# 10 anos após a conquista do penta, Luiz Felipe Scolari (o Felipão) foi apresentado oficialmente como o novo técnico da Seleção Brasileira. Também, Carlos Alberto Parreira volta à comissão técnica da seleção como coordenador. Felipão e Parreira são dois nomes óbvios e ao mesmo tempo seguros para o atual momento da seleção. Ambos já conquistaram uma Copa do Mundo. E a Copa de 2014 está às portas. Resumo da ópera: Mano Menezes desceu a ladeira. Felipão e Parreira voltam à seleção brasileira para salvar a pátria das chuteiras.

#Falando nisso,  a bola oficial da Copa do Mundo de 2014 se chamará Brazuca. O tatu-bola, mascote oficial do Mundial, se chamará Fuleco. Segundo a Fifa, Fuleco é uma fusão das palavras “futebol” e “ecologia”(componentes fundamentais da Copa). Interessante, mas cacófato.

# Eu, sinceramente, não queria que o Palmeiras fosse rebaixado para a série B do campeonato brasileiro. Em contrapartida, curti a subida do Paysandu (PA) para a série B. Agora torço para o  Papão subir para a série A em 2013. Aí sim o campeonato será realmente brasileiro – no sentido mais amplo do termo.

“Deus é fiel”. Não se pode mais ser grato em paz.

# Gente ~tolerante~ criticou duramente o jogador brasileiro David Luiz, do Chelsea porque ele comemorou o título da Liga dos Campeões com uma camisa onde se lia: “Deus é fiel”.

# Perder 2 horas de sono pode impedir o cérebro de revisar e armazenar lembranças do dia, dizem cientistas da Universidade da Pensilvânia (EUA).

# Tema da redação do Enem 2012: “Movimento imigratórios para o Brasil no século XXI”. Parabéns a você que encarou o tema sem pestanejar.

# A arte manauara de sentir calor de meio dia às oito horas da manhã. Bem que o novo prefeito de Manaus poderia criar o “Bolsa ar-condicionado”. Seria muito bem vindo.

# “OioiOi” finalmente voltou a ser um cumprimento alvoroçado.

Luiz Bacelar, o poeta que deixou isso aqui menos poético.

# O Luiz Bacellar se foi sem autografar o meu “Sol de Feira”. Tudo bem. “Com seu paletó de brumas/ e suas calças de pedra/ vai o poeta”. Vai em paz, poeta.

# O mar se foi, mas as baleias ficaram. Presidente Figueiredo (AM) continua lindo.

# 26 de Julho de 2012 – o dia em que balaram o passarinho azul.

# Um insano matou 12 pessoas num cinema em Colorado (EUA) e a imprensa se preocupou em discutir sobre como o incidente afetaria a bilheteria de “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”. Francamente.

# A pergunta que não quer calar: com quantas fibras óticas arrebentadas se faz uma internet ruim em Manaus?

# Há 10 anos atrás a Seleção Brasileira de Ronaldo, Marcos, Cafu,  Lúcio, Juninho, Roque Júnior e cia. conquistavam o pentacampeonato no Japão.

# Resultado da “Rio+20”: blá, blá, blá, blá, blá, R$, blá, R$, blá, blá, blá, R$, blá, R$,R$,R$, blá, blá, R$, blá, blá, R$, R$, blá, R$, blá.

# A Universal Pictures contratou os roteiristas Rick Jaffa e Amanda Silver para a nova sequência de “Jurassic Park”.

# “Duas alegrias com Ronaldinho Gaúcho no Flamengo: chegada e saída!” (do jornalista André Alves).

# Rio Negro atingiu a marca de 29,78 metros e superou o recorde histórico de 2009.

# Muito antes do passarinho azul bater as suas asas, Millôr Fernandes já era mestre em dizer muito com poucas palavras. Valeu, Millôr!

# Depois de “Star Wars” e “Titanic”, mais um sucesso de bilheteria será convertido para 3D: Jurassic Park, de Steven Spielberg. O relançamento de “Jurassic Park” está agendado para 19 de julho de 2013, coincidindo com o aniversário de 20 anos do filme. Curti demais.

Mafalda, a própria.

# Mafalda, a musa dos vestibulares e das provas de língua portuguesa, completou 50 anos (com corpinho de seis!).

# Segundo um estudo de Harvard, o hipster é um sujeito que deixa de gostar de uma coisa a partir do momento que outra pessoa passa a gostar. Na boa, ser hipster ficou tão mainstream.

# Quando uma vovó morre, as Três Marias apagam-se por um instante. Descanse em paz, Vovó Alice.

# Meu cachorro ficou ainda mais velho, mas continua dando as suas escapadas de madrugada.

# O Corinthians ganhou a Libertadores da América e o Mundial de Clubes. Oscar Niemeyer morreu aos 104 anos. E velhas piadinhas evaporaram-se no ar.

# Aliás, o Corinthians acabou com todas as piadas prontas, mas, já, já, surgem outras. O mundo da bola gira.

#Pesquisa publicada na revista Social Science Research causou polêmica ao mostrar que crianças cuidadas por casais homossexuais têm problemas psicológicos e sociais com mais frequência do que as cuidadas por casais héteros. (Fonte: Revista Galileu, editora Globo, ed. 252, julho 2012).

#”O que adianta o PSDB fazer o prefeito de Manaus e o (José) Serra perder São Paulo? Compare a Prefeitura de São Paulo com a de Manaus. Essa eleição aqui é um fato isolado, da nossa província, de um jogo que está olhando para 2014 aqui, no Estado. É o jogo do poder local” (senador Eduardo Braga, do PMDB, no melhor estilo “meu grupo político não queria a prefeitura mesmo”, em entrevista ao jornal Valor Econômico, publicada às vésperas do primeiro turno das eleições municipais).

# Com 65,95% dos votos válidos, Artur Neto foi eleito o novo prefeito de Manaus. Aqui tucano pode sorrir.

# Greve dos rodoviários. Greve dos professores. Greve dos carteiros. Greve da greve.

# O Brasil conquistou 17 medalha nas Olímpiadas de Londres, sendo três de ouro. Uma das medalhas de ouro do Brasil veio de onde ninguém esperava: ginástica artística. Arthur Zanetti fez história nas argolas. E o futebol continua prateado. Só no Rio agora.

# Falando nisso a Seleção Brasileira despencou no ranking da Fifa amargando a pior posição de todos os tempos. “Para a nooooosssaaaa alegria”, provavelmente gritou os nossos hermanos ao saber de tal notícia. A culpa é do Mano, dizem alguns. Ou da Luiza, dizem outros, que andou por fora do que se passava com a nossa seleção.

# Vi como funciona a música por dentro das engrenagens. E uma promessa de ano novo foi riscada da minha lista. Finalmente.

# O Chico Anysio nos contou uma piada bem sem graça em 2012.

# A gracinha da Hebe partiu. Luis Fernando Verissimo nos deu um baita susto nos últimos minutos do ano. E fica, Silvio Santos, ainda quero lhe imitar mais vezes.

#A Faixa de Gaza continua tensa.

#Se ligue: “só os fortes entenderão” é o novo “piada interna”.

# 12/12/12 – sim, eu notei todas as datas repetidas, desde 2001. Agora lá se foi a última. E ela parecia estar tão distante.

# “Morte Súbita” é o nome do novo livro de J.K.Rowling, lançado no final do ano no Brasil. Comparar com “Harry Potter” é inviável, mas…Insistem. Assim a audiência sobe. Tá explicado.

#Mais tempo para se adaptar: governo federal adiou para 2016 a obrigatoriedade do uso do nova ortografia. Até lá está valendo escrever “idéia”, “herói”, “pêlo (substantivo)”, entre outras.

# A campanha do “fim do mundo” foi a melhor ação de marketing do ano.

# O filme brasileiro “O Palhaço” ficou fora da disputa por uma vaga entre os finalistas ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Palhaçada!

# A Câmara Municipal de Manaus (CMM) nos deu mais um presente de grego de fim de ano. Vereadores aumentaram o próprio salário de R$ 9,2mil para R$15mil. Ah,o próximo prefeito de Manaus receberá R$ 24 mil ao invés de R$ 18 mil. E o vice-prefeito R$ 23 mil ao invés de R$ 17 mil. Palmas!

#Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em dez anos o número de evangélicos cresceu 82% no Amazonas. Os evangélicos totalizavam 593 mil em 2000. Em 2010, saltaram para 1.085 milhão, representando, assim, 31% da população do Amazonas.

# Dormir seis horas em vez de oito horas pode fazer você esquecer de momentos da sua vida para sempre, pelo menos é o que diz uma pesquisa feita por cientistas da Universidade da Pensilvânia (EUA). Isso porque a perda de sono pode impedir o cérebro de revisar e armazenar lembranças do dia.

# “Gangnam Style”, do rapper coreano Psy, se tornou o primeiro vídeo do YouTube a bater a marca de um bilhão de visualizações.

#Espiei a TV aberta e vi que a criatividade dos novelistas da Globo está amarrada num só tipo de personagem evangélico: o caricato. Nenhuma novidade.

#O pastor iraniano Yousef Nadarkhani permaneceu na prisão por quase três anos; lá, sofreu ameaças, inclusive de ser executado, além de diversos outros maus tratos, unicamente por causa de sua fé. A imprensa internacional denunciou o abuso dos direitos humanos no Irã e mobilizou protestos em favor da vida de Yousef. Ele foi solto, mas a intolerância aos cristãos em alguns países de maioria muçulmana só vem aumentando nos últimos anos, infelizmente.

#A TV local viveu os seus momentos “datenescos” cobrindo “ao vivo” o incêndio que atingiu casas de madeira no São Jorge (Zona Oeste de Manaus). Com direito a repórter fazendo perguntas do tipo: “a senhora perdeu a sua casa? Está triste?”(tradução: chora para a audiência subir). Enfim!

# Prefeitura disponibiliza internet wi-fi grátis em diversos pontos de Manaus (ex: praças do Eldorado, da Saudade, Parque dos Bilhares, Ponta Negra, entre outros). Mas há uma restrição quanto ao uso dessa internet wi-fi grátis: cada IP é liberado por uma hora, depois é bloqueado por até seis horas. Melhor que nada (ou não). Esse limite de 1 hora talvez seja para impedir a formação de um “acampamento de viciados digitais” nas praças barés.

# Nos últimos minutos do ano, a presidenta Dilma Rousseff sancionou o projeto de lei que cria o “Vale-Cultura” no valor de R$50 mensal pra cada trabalhador. A ideia é que os R$50, que poderá ser gasto com teatro, cinema ou livros, sejam depositados em um cartão magnético. Gol pra Dilma!

# O Supremo Tribunal Federal é pop. O Joaquim Barbosa também.

#Só tenho certeza de uma coisa: o ministro Gilmar Mendes é péssimo em metáforas.

# O controle remoto é, sempre foi e continuará sendo o melhor antídoto contra os lixos que passam na TV aberta (ou fechada).

# Os mensaleiros foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal. A corrupção acabou no país. Podem subir os créditos finais.

Abre aspas – algumas frases, entre tantas, pra fazer cócegas no teu cérebro

# “Quem quiser tornar-se importante deverá ser servo; e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos” [Jesus Cristo]

# “A melhor maneira de se apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão” [Machado de Assis].

# “Não deixar o desencanto tomar conta é o melhor presente” [Daniel Piza, jornalista, 1970-2011].

# “Apesar de a maioria das pessoas se dizer democrática, aberta, as opiniões diferentes, mesmo com conhecimento, costumam ser ignoradas, como se contrariassem uma verdade estabelecida. Elas não escutam nem querem aprender. As que sabem menos são, geralmente, as que têm mais certeza”. (Tostão, médico, ex-jogador e colunista do jornal Folha de S. Paulo).

#”Não digo que sou um vascaíno doente, pois doente é quem não é vascaíno” (Carlos Drummond de Andrade). O poeta completaria 110 anos em 2012.

# “O homem mais poderoso é o que tem domínio sobre si mesmo” (Sêneca).

# “O fim das legendas colabora com a perda da capacidade de entender um texto por parte do grande público. Ler é chato, especialmente o que não está escrito (por isso tanta gente odeia Machado de Assis e Samuel Beckett) (…) o analfabetismo funcional tornou-se um escândalo tamanho que o governo deveria lançar uma campanha de vacinação contra a ignorância” (Luís Antonio Giron, colunista da revista Época, ao escrever sobre o risco de extinção dos filmes legendados das salas de cinema).

#”Escrever fácil é muito difícil” (Felipe Pena, jornalista e escritor).

# ”Porque para aqueles que não têm os olhos completamente limpos de todo o pecado, a face de Deus é terrível como o mar enfurecido. Mas para os que têm os olhos e o coração limpos de todo o pecado, a face de Deus é mansa como as ondas do mar numa manhã de sol e de bonança” (do romance Capitães da Areia, 1937, de Jorge Amado – o centenário do escritor foi comemorado em agosto desse ano).

#”Este não é o país das livrarias, é o país das farmácias” (Chico Anysio, que partiu esse ano, em entrevista à revista Época em 2010).

# (…) “São todos iguais, mas uns são mais iguais que outros” (George Orwell, escritor, no romance “A Revolução dos Bichos”).

#”Depois da morte, todos são iguais, ricos e pobres” (Jó 3:19 – Bíblia Viva).

# “A liberdade que muita gente fina defende é apenas a liberdade de repetir o que elas acham bonitinho” (Luiz Felipe Pondé, colunista da Folha de S. Paulo).

# “Melhor ser um indignado otimista do que um resignado deprimido” (Ruth de Aquino, jornalista e colunista da revista Época).

#”Milhares de livros têm sido escritos sobre a atividade do líder, mas poucos sobre a atividade do servo. Todos querem liderar, mas ninguém quer ser servo. Preferimos ser generais a ser soldados rasos. Até mesmo os cristãos querem ser “líderes-servos”, e não apenas simples servos. Mas ser como Jesus é ser servo. Foi assim que Ele chamou a si mesmo”. (Rick Warren, pastor e escritor norte-americano, no livro “Uma Vida com Propósitos – São Paulo: Editora Vida, 2003. p.221).

#”A história sempre repete. O que foi feito se fará outra vez. Na verdade, não há nada de novo debaixo do sol.” [Eclesiastes 1:9- Bíblia Viva].

Pios regressivos para saudar o novo ano

# Até mesmo os melhores dos homens são apenas homens imperfeitos e falíveis. Quando, finalmente, entendermos isso, nos decepcionaremos bem menos e perdoaremos muito mais.

# Despedidas… Inevitáveis despedidas.

# A amizade, diz a Bíblia, é isso: “O amigo ama em todo o tempo: na desgraça, ele se torna um irmão.”(Provérbios 17:17). O resto é fingimento.

#É muito feriado pra pouco dinheiro no bolso.

#Perdoar é lembrar sem nenhum pingo de emoção.

# 70 X 7 = os fortes não só entendem, põe em prática.

# A esperança é muito mais que uma atitude mental positiva. Esperança é o olhar que possibilita ver além da realidade visível.

# Apesar de vivermos num mundo extremamente corrupto, a honestidade continua sendo o melhor negócio.

#Manaus e os seus apagões – de energia elétrica, de memória, de senso crítico.

# Você começa a ficar velho quando esquece balas de hortelã na mochila.

# A ABNT  “molda o caráter” de qualquer um. Sério.

# Nos momentos mais tenebrosos, as ações pesam muito mais que as palavras.

# Quando precisamos urgentemente comprar algo, ele some das prateleiras das melhores lojas, e das piores também. Murphy explica.

#Deu meia noite. O mundo não acabou. Meu pai se levantou do sofá e tascou: “vamos dormir que amanhã é dia de batalha!”.

#Ao contrário do céu, o deserto não é infinito.

# E para finalizar, deixo cá um dos vídeos mais legais que assisti nos últimos doze meses. Chama-se “Go right!” (Siga em frente, em tradução livre). Mario Bros., Luigi, Megaman, Sonic, Homem-Aranha, entre outros personagens dos mundo dos games, protagonizam uma mensagem motivacional simples e bonita. No novo ano, go right!

É isso. Feliz ano novo, pra você e pros seus!

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Arquivado em mesa redonda, prosa na estante, rabisco

Amor na faixa

Sul do Egito, julho de 2012

Querido irmão Luiz,

Somos um grupo de jovens que vive numa cidade localizada no sul do Egito. Gostaríamos de lhe contar a respeito de uma experiência magnífica que tivemos no Ramadã do ano passado.

Você já deve conhecer o Ramadã. É o nome de um mês do calendário islâmico, e neste mês todos os muçulmanos devem jejuar do nascer ao pôr-do-sol. No ano passado, o Ramadã coincidiu com o mês de agosto. Neste ano, foi do dia 20 de julho ao dia 18 de agosto.

No último dia do Ramadã há um período especial de oração nas mesquitas, encerrando o jejum. Depois é feita uma grande festa, e às vezes famílias muçulmanas convidam também famílias cristãs para participarem da celebração.

Entretanto, grupos mais radicais aproveitam a ocasião para agir contra “não muçulmanos”. A chance de haver ataques a cristãos depende de quão radical é a pregação na mesquita. E só para você ter ideia, nessa data em especial, a mesquita chega a reunir até reunir até 10 mil pessoas. Você consegue imaginar o que pode acontecer se um grupo desses for estimulado a atacar uma igreja, por exemplo?

Pois bem, nosso grupo jovem ficou imaginando as possibilidades do que poderia acontecer. Então nos reunimos para orar, pois estávamos com medo.

De repente, no meio da oração, um rapaz do nosso grupo teve uma ideia “incomum”.

“Por que a gente não age de forma proativa? Sempre dizemos que devemos amar os muçulmanos, mesmo os violentos. Então vamos pensar em uma maneira prática de expressar nosso amor por eles?”

Então alguém deu outra ideia ainda mais inesperada (talvez até um pouco maluca): “E se a gente fizer uma faixa dizendo que nós os amamos?”

Silêncio total. Mas logo começamos a discutir calorosamente se as propostas eram viáveis, ou até mesmo sábias. Era arriscado.

Fizemos a faixa….

No final, concluímos que as propostas eram boas – apesar de não haver garantia alguma de como os muçulmanos reagiriam. Um grupo específico entre eles, os salafistas, não toleravam nem os muçulmanos moderados. Quem dirá os cristãos!

Antes que a coragem fosse embora, corremos até uma gráfica e encomendamos a faixa. Nela escrevemos: “Sou cristão e amo os muçulmanos”.

… E fomos para a mesquita

Na manhã seguinte fomos até a frente da mesquita. Assim que a reunião terminou, desenrolamos a faixa. Como estávamos com um pouco de medo, não a erguemos muito.

Os fiéis que foram saindo da mesquita pararam para ler. Então alguns vieram até nós e… Nos cumprimentaram! Uma atmosfera de simpatia tomou conta da rua. Mulheres cobertas da cabeça aos pés pararam para nos fotografar, e até homens com trajes conservadores vinham até nós e nos saudavam.

Nossa surpresa aumentou quando alguns imanes (líderes da mesquita) atravessaram a rua para dar um aperto de mão e também para nos agradecer pelo gesto.

A manhã correu tranquilamente, e tivemos certeza, em nossos corações, de que nossa decisão de testemunhar do amor de Jesus marcou o coração daqueles que leram nossa faixa. Além disso, o fato de obedecer a Cristo tirou de nós o medo de sermos proativos em amar o próximo.

No próximo ano teremos outro Ramadã. Compartilhamos essa história contigo por dois motivos. Em primeiro lugar para contar como Deus faz coisas inesperadas quando decidimos lhe obedecer. E, em segundo lugar para pedir o seu apoio às igrejas que vivem em países muçulmanos. Queremos que essas igrejas não vivam dominadas pelo medo de serem vítimas de fundamentalistas, mas que ajam demonstrando o amor de Deus ao próximo, de forma ativa e sábia.

Seja proativo você também em demonstrar o amor de Deus ao próximo. E também aos seus irmãos da fé.

Em Cristo, que nos faz um,

Grupo de Jovens – Igreja do sul do Egito*

*A foto e os nomes dos jovens envolvidos, da cidade e da igreja não foram publicados nem mencionados por questões de segurança

Foto: Nevine Zaki

Durante a Primavera Árabe, na Praça Tahrir, uma egípcia chamada Nevine Zaki fotografou muçulmanos rezando com a proteção de uma corrente humana formada por cristãos. “A convivência entre muçulmanos e cristãos sempre funcionou muito bem no Egito. Por isso fiquei feliz desta foto ter se tornado tão conhecida. Ela lembra que somos egípcios e que essa coexistência pacífica é o que nos caracteriza”, contou Nevine em entrevista ao portal alemão Deutsche Welle.

Ps: hoje o meu Bloco completa 1 ano. É isso.

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“Se tiver de morrer, morreremos”

Coreia do Norte, agosto de 2012

Querido irmão Luiz, notícias do campo!

Com um rápido movimento, janelas e cortinas são fechadas. Três norte-coreanos atravessam a pequena sala, arrastando seus chinelos. Eles passam sob o olhar incisivo dos “grandes líderes”, cujos retratos pendem nas paredes. Os três dirigem-se para o quarto. Atentos, procuram ouvir se as crianças estão dormindo no outro cômodo, e se há alguém na rua. Eles se ajoelham. Um suspiro. Suavemente, começam a cantar. A voz emerge do profundo de seus corações. “Graça maravilhosa, quão doce canção…”.

Esta é a história da vida secreta de oração dos cristãos norte-coreanos.

Questão de vida ou morte

É uma experiência difícil viajar pela Coreia do Norte e ver o rosto das pessoas. É como estar dentro de um filme sem a possibilidade de interferir no script. As pessoas andam a esmo em estradas que parecem não ter fim e nem levar a algum lugar. Ao lado do rio, outro grupo de pessoas. Umas lavam a roupa, outras procuram por alimento. As árvores estão secas. Muitos norte-coreanos comem grama mesmo, apenas para ter algo em seu estômago.

Escondidos entre essas pessoas estão os cristãos. Diferente dos outros, eles oram enquanto caminham. E não fazem isso apenas porque não têm nada melhor para fazer.

Trabalho com refugiados norte-coreanos na China. Posso dizer que a oração na Coreia do Norte é uma questão de vida ou morte. Se um norte-coreano se converte na China, a coisa mais importante que temos para ensinar é como ter um relacionamento com Deus. Quando voltar para casa, ele não pode levar consigo uma Bíblia. Quase metade dos que voltam é presa em algum ponto da viagem. Em todas as situações eles precisam confiar em Deus. É por isso que a oração é tão importante. Eles aprendem a orar por tudo, especialmente por discernimento. Em quem você pode confiar? O que se pode dizer, e o que não pode?

Igual a rainha Ester

Há uns anos, um ocidental participou de uma reunião de oração secreta de norte-coreanos. Ele contou o que viu: “os cristãos se ajoelharam e pediram a Deus para perdoar seus ancestrais, que se prostraram perante ídolos japoneses. Eles diziam: “o povo de Israel foi desobediente e peregrinou no deserto por quarenta anos. Mas nós estamos sendo punidos há mais de sessenta. No entanto, Deus, a culpa é nossa, e não tua”. Eu chorei ao ouvir como eles imploravam a Deus para mudar sua situação. Eles pediam que o Senhor reabrisse as igrejas de seus antepassados”.

As orações dos norte-coreanos, entretanto, mudaram nos últimos anos. Os líderes da igreja norte-coreana nos diziam que isso se deve graças às orações dos irmãos estrangeiros. “Somos tão encorajados por essas orações que agora oramos como a rainha Ester. Mardoqueu lhe disse que ela havia sido chamada para um momento como aquele (Ester 4:14). E isso se aplica a nós. Fomos chamados para sermos luz de Cristo em um momento como esse, nestas circunstâncias difíceis. Temos experimentado que Deus usa a perseguição para santificar sua igreja, e somos gratos porque, em nossa fraqueza, recebemos a força dele. Oramos para sermos capazes de fazer a vontade divina em todas as situações. E se tiver de morrer, morreremos”.

Uma visão

Os cristãos norte-coreanos começaram sua própria campanha de oração por seu país. Eles pedem a Deus para continuar a abrir as portas para que o evangelho seja pregado. Soube que um grupo de cristãos recebeu uma visão de Deus de que um dia a Coreia do Norte se reabrirá. Eles dizem: “então trabalharemos lado a lado com os irmãos sul-coreanos e chineses para evangelizar toda a Ásia. Será uma tarefa difícil. Mas vemos que a atual perseguição na Coreia do Norte é uma preparação para este tempo”.

Vamos então como Deus usa as orações de seus filhos para criar uma música que soa mais alto que o terror e o medo. As milhões de vozes mal podem ser ouvidas individualmente, mas juntas elas formam um belo coral. Para Deus, essas incontáveis orações são como um belo som que não termina. No livro de Apocalipse lemos que cada palavra dirigida a Ele é colocada em um recipiente de ouro – não importa se ela foi proferida em torno de uma mesa de jantar no mundo livre ou se foi sussurrada atrás de janelas fechadas em algum canto da Coreia do Norte.

Atenciosamente,

Correspondente da Portas Abertas na Coreia do Norte (nome  não revelado por uma questão de segurança)

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